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O asteróide 2014 DX110, com cerca de 30 metros de diâmetro irá passar esta noite junto à terra, pelas 21 h.

Image Credit: NASA/JPL-Caltech

O comunicado da NASA é claro: um asteróide com 30 metros de diâmetro irá passar a cerca de 350.000 km da terra, mais próximo do que a própria lua, não havendo perigo de colisão com a terra. Se é certo que trás à memória o meteorito que espalhou o caos na Rússia o ano passado, não há margem de perígo aceitável nos cálculos que causem motivos de alarme.

 

Pelas 22.22, o 2014 DX110 irá então passar junto à lua, não estando previsto igualmente grandes possibilidades de colisão.

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Imagine um planeta onde pode assistir literalmente a uma chuva de diamantes. Já imaginou? De acordo com estudos recentes, isso pode ser possível em planetas como Júpiter e Neptuno, aqui bem perto do planeta Terra, e para os amantes desses compostos de Carbono, haverá planetas onde em vez de escavar e sair terra, poderá encontrar gigantes diamantes.

Por Hustvedt (Obra do próprio) [CC-BY-SA-3.0 undefined GFDL], undefined

 

 Num artigo publicado para o 45º Encontro da Associação Astronómica Americana, por Delitsky, M. L. & Baines, K. H., os autores concluem que é possível que em alguns planetas como Júpiter e Saturno a precipitação não se cinja somente a compostos tóxicos, mas igualmente a autênticos granizos de diamantes. Os diamantes teriam na sua maioria menos de 1 cm, podendo chegar aos 10.

 

     Para chegar a essa conclusão, os cientistas criaram um modelo matemático da atmosfera para tentar perceber se seria possível e frequente a formação de diamantes. Na atmosfera superior desses planetas o metano, ao ser atingido por relâmpagos, libertam moléculas de carbono, que vão chocando uns nos outros formando uma pequena fuligem de carbono.

 

    Posteriormente, à medida que vão ficando cada vez maiores e mais pesadas, descem na atmosfera, através de camadas cada vez mais densas de hidrogénio liquido e gasoso, até aos núcleos rochosos, enfrentando cada vez mais altas pressões e temperaturas. A foligem dá então origem a grafite, e posteriormente a diamantes, até que, ao atravessar temperaturas de cerca de 8000 ° C, o diamante derrete formando gotas de diamante líquidos.

 

    Apesar de tudo, nem todos ficaram entusiasmados. Algumas vozes discordam, afirmando que o modelo apresenta falhas, entre as quais ao nível de termodinâmica. Fritz Haber, do Instituto físico Luca Ghiringhelli é uma dessas vozes: "É muito optimista para conduzir conclusões sobre a existência de diamantes em Saturno a partir dos dados escassos que temos, e sem um modelo convincente".

 

    Ainda nos diamantes, foi recentemente descoberto um novo e estranho planeta. Uma equipa da Yale University publicou um artigo anunciando a descoberta do planeta 55 Cancri e, com o dobro do tamanho da Terra, mas com oito vezes a sua massa, classificando-o como uma "super Terra".

 

 

Rob Lavinsky, iRocks.com – CC-BY-SA-3.0 [CC-BY-SA-3.0], undefined


    Foi detectado pela primeira vez em 2011, ao cruzar a sua estrela, tal como a terra circula e m volta do Sol. Com uma temperatura de 2.150 graus Celsius e carbono em abundância, é altamente espectável que à sua superfície, em vez de encontrar rochas banais, enormes diamantes e grafite, o mineral que encontra nos vulgares lápis.

    Fora do sistema solar, provavelmente a abundância em diamantes será bem maior, pelo menos em algumas zonas. O nosso sistema solar é composto essencialmente por oxigénio e silicatos, portanto a sua abundância não é tão predominante, mas em sistemas planetários com abundância em carbono, encontrar um diamante pode ser algo trivial como respirar.

Amostras de grafite e diamante com as respectivas estruturas. A formação inferior direita é conhecida como "grafeno", caracterizado por folhas infinitas de átomos individuais de carbono.

Por User:Itub (Self-made derivative work (see below)) [GFDL undefined CC-BY-SA-3.0], undefined



    Isto porque os diamantes são formados por carbono extremamente organizado em estruturas cúbicas cristalinas, o que lhes confere o maior grau conhecido de dureza conhecido na natureza. São formados em ambientes ricos em carbono, com altas temperaturas e pressão. A grafite que se usa nos lápis, por exemplo, é igualmente formada por carbono, contudo sem um grau de cristalização tão elevado. Com temperaturas e pressões altas, o rearranjo da sua estrutura molecular originaria novos e belos diamantes.

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À medida que se aproxima a próxima lua cheia, em conjunção com o equinócio de Outono, a lua vai aprimorar para o seu espetáculo habitual, e tomar colorações alaranjadas, além de um tamanho aparentemente superior ao habitual, devido a uma ilusão de óptica. Juntando a isso as previsões de calor, e teremos uns belos por-do-sol pela frente, até meados do dia 20.

Por Roadcrusher at en.wikipedia [GFDL (http://www.gnu.org/copyleft/fdl.html) undefined CC-BY-SA-3.0 (http://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0/)], da Wikimedia Commons

Por Roadcrusher at en.wikipedia [GFDL undefined CC-BY-SA-3.0], da Wikimedia Commons

 

 

Normalmente, a cada noite a Lua nasce 50 minutos mais tarde, contudo no equinócio de Outono, a Lua aparece apenas 30 minutos depoisdando a ilusão de que há uma lua cheia brilhante a subir durante o pôr do sol durante várias noites seguidas.

 

Isto deve-se ao facto de durante o equinócio de outono, que será dia 22 de setembro deste ano, a intersecção entre o plano da eclíptica da órbita da lua e horizonte oriental da Terra faz um ângulo de 180º, fazendo com que a Lua não se distancie tanto de noite para noite relativamente ao horizonte, e surja na mesma altura, numa questão de trigonometria básica. Com as núvens e as poeiras da atmosféra, é previsível que tome uma coloração alaranjada.

 

Na Europa e na América do Norte, é conhecida popularmente por lua das colheiras, pois a luz reflectida pelo sol ajudava os agricultores a terem mais tempo de visibilidade para a azáfama das colheitas que por esta altura têm lugar.

 

Para os mais curiosos, a NASA tem um video explicativo em http://www.youtube.com/watch?v=-5GauJNCRJ4.

 

 

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Há mais de 300 anos que os cientistas tentam perceber a direcção e o comportamento do núcleo terrestre, e uma equiva de investigadores da Universidade de Leeds parece ter resolvido o enigma.

 

Earth poster

 Imagem: Estrutura do Planeta Terra / Fonte: Wikimedia Commons, Por Kelvinsong (Obra do próprio) [CC-BY-SA-3.0]

 

Usando dados sísmicos, os cientistas comprovaram que o núcleo interno da terra, composto por ferro maciço gira em direcção Este, a uma velocidade mais rápida do que o planeta, enquanto o núcleo externo gira a uma velocidade mais lenta.
 Como o campo magnético Terrestre é alimentado por estes fluxos, isto implica que a força electromagnética responsável por empurrar os núcleos para o seu interior varia com o tempo, o que, por sua vez, pode explicar as flutuações predominantemente a este do núcleo interno, um fenómeno verificado nos útlimos anos.

 

O estudo descreve um modelo de computador que sugere que o campo geomagnético em si pode proporcionar uma ligação entre ambos: o binário do campo electromagnético associado encontra-se actualmente mais extenso a oeste no núcleo externo, enquanto que se verifica um binário igual e opostao aplicada ao núcleo interno.

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A astrobióloga portuguesa Zita Martins, investigadora do Imperial College of London, juntamente com o seu colega Dr. Mark Price, da Universidade de Kent, e uma equipa do Lawrence Livermore National Laboratory acabam de ver publicado um artigo na Nature Geoscience, onde concluem haver condições para a existência de vida nas luas de Júpiter e Saturno, devido às colisões de cometas.

 

Imagem: Zita Martins / Fonte: lisbon-challenge

 

Segundo o estudo, o impacto dos meteoritos propencia a formação de um dos componentes essenciais à existência da vida, os aminoácidos, tendo como base o metano e àgua, que com a energia do impacto dos cometas, conseguem dar origem a aminoácidos. Um dos exemplos para comprovar é a presença de Glicina, um aminoácido extremamente simples, no cometa 81P/Wild-2, facto descoberto recentemente pela NASA.

 

Imagem: Cometa P1 McNaught / Wikimedia Commons

 

Os investigadores utilizaram gás comprimido para a propulsão de projécteis com composições semelhantes ás dos cometas e meteoritos que bombardearam a terra entre 4,5 e 3,8 mil milhões de anos atrás, e que se encontrava coberta de gelo, e que, segundo crêm os ciêntistas, esses choques deram orígem a aminoácidos como glicina e alanina, e posteriormente aos primeiros seres vivos.


A abundância de gelo na superfície das luas de Saturno e Júpiter, Enceladus e Europa, poderiam proporcionar um ambiente ideal para a produção de aminoácidos através do impacto de meteoritos, concluem os pesquisadores, realçando ainda a importância de futuras investigações e missõies espaciais na procura de sinais de vida.


Mais informação: Artigo na Nature Geociences; Imperial College Newsletter

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