Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

O Gato de Schrödinger

Aplicando-se o formalismo quântico, o gato estaria por sua vez combinando 50% de "gato vivo" e 50% de "gato morto", correspondendo a dois estados indistinguíveis!

O Gato de Schrödinger

Aplicando-se o formalismo quântico, o gato estaria por sua vez combinando 50% de "gato vivo" e 50% de "gato morto", correspondendo a dois estados indistinguíveis!

Existirá um planeta onde chovem diamantes?

Imagine um planeta onde pode assistir literalmente a uma chuva de diamantes. Já imaginou? De acordo com estudos recentes, isso pode ser possível em planetas como Júpiter e Neptuno, aqui bem perto do planeta Terra, e para os amantes desses compostos de Carbono, haverá planetas onde em vez de escavar e sair terra, poderá encontrar gigantes diamantes.

Por Hustvedt (Obra do próprio) [CC-BY-SA-3.0 undefined GFDL], undefined

 

 Num artigo publicado para o 45º Encontro da Associação Astronómica Americana, por Delitsky, M. L. & Baines, K. H., os autores concluem que é possível que em alguns planetas como Júpiter e Saturno a precipitação não se cinja somente a compostos tóxicos, mas igualmente a autênticos granizos de diamantes. Os diamantes teriam na sua maioria menos de 1 cm, podendo chegar aos 10.

 

     Para chegar a essa conclusão, os cientistas criaram um modelo matemático da atmosfera para tentar perceber se seria possível e frequente a formação de diamantes. Na atmosfera superior desses planetas o metano, ao ser atingido por relâmpagos, libertam moléculas de carbono, que vão chocando uns nos outros formando uma pequena fuligem de carbono.

 

    Posteriormente, à medida que vão ficando cada vez maiores e mais pesadas, descem na atmosfera, através de camadas cada vez mais densas de hidrogénio liquido e gasoso, até aos núcleos rochosos, enfrentando cada vez mais altas pressões e temperaturas. A foligem dá então origem a grafite, e posteriormente a diamantes, até que, ao atravessar temperaturas de cerca de 8000 ° C, o diamante derrete formando gotas de diamante líquidos.

 

    Apesar de tudo, nem todos ficaram entusiasmados. Algumas vozes discordam, afirmando que o modelo apresenta falhas, entre as quais ao nível de termodinâmica. Fritz Haber, do Instituto físico Luca Ghiringhelli é uma dessas vozes: "É muito optimista para conduzir conclusões sobre a existência de diamantes em Saturno a partir dos dados escassos que temos, e sem um modelo convincente".

 

    Ainda nos diamantes, foi recentemente descoberto um novo e estranho planeta. Uma equipa da Yale University publicou um artigo anunciando a descoberta do planeta 55 Cancri e, com o dobro do tamanho da Terra, mas com oito vezes a sua massa, classificando-o como uma "super Terra".

 

 

Rob Lavinsky, iRocks.com – CC-BY-SA-3.0 [CC-BY-SA-3.0], undefined


    Foi detectado pela primeira vez em 2011, ao cruzar a sua estrela, tal como a terra circula e m volta do Sol. Com uma temperatura de 2.150 graus Celsius e carbono em abundância, é altamente espectável que à sua superfície, em vez de encontrar rochas banais, enormes diamantes e grafite, o mineral que encontra nos vulgares lápis.

    Fora do sistema solar, provavelmente a abundância em diamantes será bem maior, pelo menos em algumas zonas. O nosso sistema solar é composto essencialmente por oxigénio e silicatos, portanto a sua abundância não é tão predominante, mas em sistemas planetários com abundância em carbono, encontrar um diamante pode ser algo trivial como respirar.

Amostras de grafite e diamante com as respectivas estruturas. A formação inferior direita é conhecida como "grafeno", caracterizado por folhas infinitas de átomos individuais de carbono.

Por User:Itub (Self-made derivative work (see below)) [GFDL undefined CC-BY-SA-3.0], undefined



    Isto porque os diamantes são formados por carbono extremamente organizado em estruturas cúbicas cristalinas, o que lhes confere o maior grau conhecido de dureza conhecido na natureza. São formados em ambientes ricos em carbono, com altas temperaturas e pressão. A grafite que se usa nos lápis, por exemplo, é igualmente formada por carbono, contudo sem um grau de cristalização tão elevado. Com temperaturas e pressões altas, o rearranjo da sua estrutura molecular originaria novos e belos diamantes.